Exercício nº 4


sábado, 10 de dezembro de 2016

Exercício 2: Carta de Jobs para Stallman

Caro Sr. Stallman,

Como tem passado? Espero que goze de boa saúde. Resolvi escrever esta carta para deixar claro ao senhor o meu ponto de vista. Gostaria que soubesse que não me surpreendi com a sua declaração de contentamento com a minha morte. Era o que eu poderia esperar do senhor. Um homem que deseja que meu legado termine com a minha partida, não só é ingênuo como é tolo. Eu ensinei o caminho das pedras para aqueles que querem lucrar cada vez mais. E quanto a não haver alguém a minha altura, aceito o elogio. Porém, acredito que existam inovadores com os pés no chão em quantidade suficiente por aí para fazer diferença neste quesito.
O seu movimento software livre não passa de uma utopia e está fadado ao fracasso, pois é feito por e para um grupinho que se autodenomina “Real Programmers”, que prefere disputar ego a criar algo que o mundo deseje. Eu e todos os que querem seguir os meus passos temos uma coisa em mente, aquilo que faz a diferença, o que habita no coração da maioria dos usuários de informática, que pode ser resumida em duas palavras – facilidade e beleza. A primeira apesar de encarecer o produto, atende até aos menos entendidos no assunto, permitindo acesso a todos; e a segunda confere status social, o que a vaidade de cada um se encarregará de criar a necessidade.
Sugiro que pare de atrapalhar aqueles que possuem potencial para ir mais longe e atender um número maior de pessoas. Eles estariam fazendo um bem maior à humanidade que teria acesso aos seus programas, mesmo tendo que pagar por isso, do que da forma que vocês chamados “Real Programmers” oferecem.

Atenciosamente,

Steve Jobs

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